Pesquisadoras buscam médicos para estudo sobre conhecimento da morte encefálica e doação de órgãos

Mais de 10 mil notificações de potenciais doadores foram realizadas em 2020, sendo que 6% não tiveram a morte encefálica confirmada e 45% das famílias não consentiram a doação, impossibilitando a concretização da doação de órgãos, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT). Os resultados apontam queda no número de doadores efetivos no Brasil que era de 18,1 por milhão de população (pmp) em 2019 para 15,8 pmp no ano passado.

Neste sentido, pesquisadoras da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP buscam voluntários médicos de todas as especialidades para estudo que busca compreender o entendimento dos profissionais sobre o protocolo de morte encefálica e abordagem do familiar sobre doação de órgãos.

Para participar do estudo, médicos de todas as especialidades devem responder ao questionário on-line com perguntas sobre experiência profissional, morte encefálica e doação de órgãos. Os voluntários podem ter acesso ao questionário neste link.

Os resultados preliminares já apontam que mais de 60% dos 140 participantes não conseguiram responder corretamente as questões. “Apesar dos médicos relatarem que participaram de treinamento, que realizaram mais de 10 aberturas de protocolos de morte encefálica e que se sentem seguros ao falar com a família, o acerto foi abaixo do esperado. Nosso objetivo é verificar se o conhecimento é escasso e inadequado na comunidade médica”, conta a mestranda Tauana Fernandes Vasconcelos da FMRP.

O estudo Avaliação do conhecimento de médicos sobre morte encefálica e doação de órgãos integra o mestrado de Tauana pelo Programa de Pós-Graduação em Clínica Cirúrgica e é coordenada pela professora Maria Auxiliadora Martins do Departamento de Cirurgia e Anatomia; ambas da FMRP.

Mais informações: tauanamestrado@usp.br