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Células Vero infectadas com a linhagem B do SARS-CoV-2 originalmente descrita no Brasil (imagens superiores) ou com a variante P.1. (imagens inferiores) e marcadas com anticorpos monoclonais direcionados à proteína do nucleocapsídeo (vermelho) e à proteína spike (verde). Núcleos foram marcados em azul e o citoesqueleto, em rosa. Podemos ver que o anticorpo contra Spike não foi capaz de marcar as células infectadas com a variante brasileira (imagem: Henrique Marques Souza/Unicamp)

Anticorpos contra o SARS-CoV-2 gerados em infecção prévia são seis vezes menos eficazes contra variante P.1.

Karina Toledo | Agência FAPESP – Experimentos laboratoriais conduzidos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indicam que anticorpos presentes no plasma sanguíneo de pessoas que já tiveram COVID-19 e se recuperaram são cerca de seis vezes menos eficientes para neutralizar a variante brasileira do SARS-CoV-2, denominada P.1., do que a chamada linhagem B, que circulou no país nos primeiros meses da pandemia.

O estudo mostra ainda que o plasma coletado de indivíduos que receberam a segunda dose da CoronaVac há cerca de cinco meses apresenta baixa quantidade de anticorpos capazes de neutralizar o novo coronavírus – tanto a linhagem B quanto a variante P.1. Os dados foram divulgados segunda-feira (01/03) na plataforma Preprints with The Lancet e ainda estão em processo de revisão por pares.

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