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Intervenção foi testada em camundongos por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Estudo mostra que estimular de forma direcionada a produção de uma proteína conhecida como PKA promove crescimento muscular e aumenta a resistência à fadiga (exemplo de eletroporação; imagem: Dawit Gonçalves/FMRP-USP)

Aumentar a expressão de uma enzima produzida no músculo pode ser estratégia para combater a atrofia

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Intervenção foi testada em camundongos por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Estudo mostra que estimular de forma direcionada a produção de uma proteína conhecida como PKA promove crescimento muscular e aumenta a resistência à fadiga (exemplo de eletroporação; imagem: Dawit Gonçalves/FMRP-USP)

Por: Maria Fernanda Ziegler

Fonte: Agência FAPESP

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) demonstraram, pela primeira vez, que estimular a expressão de uma proteína naturalmente produzida pelo corpo humano pode ser uma estratégia para combater a perda de massa muscular esquelética – um processo natural do envelhecimento que pode ser intensificado em casos de doenças neurodegenerativas, inflamatórias ou de indivíduos que precisam passar longos períodos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Estima-se que 10 dias de permanência em UTI resultem na perda de até 20% da massa muscular de membros inferiores e também de músculos respiratórios importantes, como o diafragma. Para esses casos, há uma carência de tratamento medicamentoso. Além da fisioterapia, exercícios respiratórios e técnicas de eletroestimulação, não existe nenhuma droga, sem graves efeitos colaterais, que possa de fato reverter o problema.

“Conseguimos demonstrar que, quando a proteína quinase A (PKA) foi superexpressa no músculo do camundongo, ocorreu um aumento significativo da resistência à fadiga muscular. Isso acontece porque a PKA, além de suprimir a atividade de FoxO, uma proteína ativadora de genes associados à atrofia, consegue aumentar a formação de fibras musculares com maior potencial oxidativo [maior capacidade respiratória], promovendo assim hipertrofia e maior resistência à fadiga naquele músculo específico”, diz Luiz Carlos Navegantes, professor do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e coautor de artigo publicado na revista Faseb J.

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