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História do Departamento de Farmacologia
O Departamento de Farmacologia foi instalado em
março de 1955 com a vinda à Ribeirão Preto do Prof. Gerhard Werner, de nacionalidade
austríaca, a convite do Prof. Lucien Lison, que desempenhou papel importante como
mediador na contratação de vários outros Professores nas Universidades Européias.
Nestes 47 anos de existência, a história do
Departamento de Farmacologia apresentou três períodos particularmente distintos:
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O da gestão do Prof. Gerhard Werner;
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O da gestão do Prof. Maurício Oscar da Rocha e
Silva e, finalmente;
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O período mais recente, onde se sucederam na chefia
os Profs. Drs. Alexandre Pinto Corrado, Adolfo Max Rothschild, Sérgio Henrique Ferreira,
Fernando Morgan de Aguiar Corrêa e Wiliam Alves do Prado.
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Prof.
Dr. Gerhard Werner |
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O Prof. Werner impressionou a todos pela relativa
facilidade em se expressar em português, fato que aliado à sua experiência
universitária prévia em outro país do 3º mundo, a India, contribuiu para a sua
adaptação ao nosso meio universitário, facilitando o seu desempenho como excelente
didata. Portador de significativa bagagem científica (acima de 200 trabalhos), teve
destacado desempenho também como orientador de Recursos Humanos na especialidade. As
atividades didáticas eram complementadas pelos Drs. Armando O. Ramos e Alexandre P. Corrado,
contratados como Instrutores pela universidade, respectivamente 12 e 16 meses após a
instalação do Departamento. As atividades de pesquisa, neste período, incluíram desde
a montagem de técnicas de fisiologia e farmacologia necessárias para a ministração do
Curso Prático da especialidade, até a implementação de metodologias
neurofarmacológicas para o desenvolvimento de linhas de investigação, que o Prof.
Werner já desenvolvia antes da sua chegada em Ribeirão Preto. Estas linhas envolveram o
estudo dos mecanismos responsáveis pela regulação da neurotransmissão a nível das
junções neuromusculares somáticas, bem como os mecanismos responsáveis pelas
alterações eletrofisiológicas induzidas por agentes convulsivantes em áreas restritas
do sistema nervoso central, após a sua administração pelas vias venosa e/ou
intracerebroventricular. Veremos adiante que a implementação desta última técnica,
associada a registros eletroencefalográficos em animais despertos, possibilitou a
realização dos estudos referentes à ações centrais da bradicinina, ocorridos já na
gestão do Prof. Maurício Rocha e Silva.
Dentre os trabalhos publicados nesse primeiro
período, ressaltam os que esclareceram o mecanismo da potenciação, causada pelos
antibióticos aminoglicosídeos (AAG), ao bloqueio neuromuscular induzido pelos
"curares" para fins cirúrgicos. A demonstração do íon cálcio como agente
antagônico específico desses efeitos colaterais dos AAG veio definitivamente convalidar
o perigo da eventual ocorrência de paradas respiratórias no pós-operatório imediato
de pacientes tratados profilaticamente com tais antibióticos pela via peritoneal. Essa
real contribuição do Departamento, que resultou do trabalho conjunto dos Drs. Alexandre Pinto
Corrado e Armando Octávio Ramos, além do representante das Áreas Aplicadas, o Dr. Cláudio Tácito
Escobar, do Departamento de Cirurgia desta Unidade, constituiu-se em um dos
primeiros estudos integrados entre as áreas básicas e aplicadas desta Unidade,
fato
importante que, como veremos adiante, repetiu-se inúmeras vezes ao longo da história do
Departamento.
Completavam o grupo: Odete
Pizarro, que foi a primeira Secretária; Pedro Furtado, responsável pela limpeza do Departamento e um
jovem de 16 anos, que quando chegamos, funcionava como Auxiliar Técnico do Prof. Werner.
Tratava-se de Diléo Salviano dos Reis, que foi iniciado na carreira sob
orientação do citado Professor, e que anos após, viria a se constituir no
exemplo vivo e dinâmico dessa verdadeira arte de montar técnicas e metodologias
científicas, visto ter sido o responsável pela iniciação da maioria dos técnicos
que se sucederam no Departamento. Tempos após a nossa chegada, veio transferido
da Microbiologia outro técnico,
Hélgio L. Werneck, o qual em vista da sua afinidade pelo desenho técnico, foi já na
gestão do Prof. Rocha e Silva, designado para montar uma Seção especializada em
Documentação Científica, a primeira, segundo nos consta, criada na Unidade e que, por
longo tempo, serviu também a outros Departamentos. O papel exercido por este Pessoal de
Apoio Técnico-Administrativo sempre foi considerado de particular importância pelo
Departamento, ao longo de toda a sua existência.
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Vista
aérea do Prédio Central da FMRP, onde localiza-se o Depto. de Farmacologia.
Ao fundo pode-se ver o prédio do HC-Campus e suas dependências. |
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Com o Departamento fluindo dessa forma crescente em
termos de pesquisa e ensino, o Prof. Werner, por motivos não inerentes à sua vontade,
teve que deixar o Brasil em 1957.
Com a saída do Prof. Werner, o Departamento passou
a ser chefiado pelo Prof. Rocha e Silva, o qual veio à Ribeirão Preto a convite do Prof.
Zeferino Vaz, seu velho conhecido dos áureos tempos de Instituto Biológico, onde na
década de 30, desenvolveram atividades de pesquisa sob a orientação do eminente Prof.
Rocha Lima.
A vinda do Prof. Rocha e Silva a esta Faculdade foi
motivo da mais ampla repercussão, não só pelas suas reconhecidas qualidades
intelectuais de cientista emérito, como também pela posição de destaque por tratar-se
de um dos maiores cientistas da América Latina e, inquestionavelmente, a maior expressão
da farmacologia brasileira de todos os tempos. Com efeito, ficaram indelevelmente marcadas
na história da farmacologia brasileira as difíceis etapas vencidas pelo Prof. Rocha e
Silva, nas décadas de 40 e 50, para impor-se finalmente, a nível internacional, com a
descoberta da bradicinina, hormônio dos tecidos em torno do qual já foram realizados
inúmeros simpósios e congressos e foram publicados algumas dezenas de livros e centenas
de trabalhos, e cuja importância fisiopatológica continua a ser tema controvertido e
sempre atual e, portanto, a merecer o amplo interesse da comunidade científica. Porém,
como acontece com todas as grandes descobertas científicas - principalmente se as mesmas
nascem em países em desenvolvimento - também com a bradicinina houve um período de
dúvidas e descrédito nos países mais desenvolvidos, situação entretanto em pouco
tempo superada em vista da elevada objetividade do Prof. Rocha e Silva. Com efeito, além
de conseguir publicar seu trabalho em periódico da mais alta expressão científica no
meio fisiológico internacional - o "American Journal of Physiology" -
projetou-se mundialmente apresentando-o em sucessivas Reuniões Científicas
internacionais. Além disso, em pouco tempo aumentou significativamente sua produção
científica nesse tema, com a ampliação do seu grupo ao qual, além dos colaboradores
mais diretamente correlacionados com a descoberta da bradicinina (Drs. Silvia de Andrade,
Beraldo e Rosenfeld) foram seguidamente aglutinados os Drs. Eline Prado, Carlos R. Diniz,
Ulla Hamberg, o casal Olga e Sebastião Baeta-Henriques e os Profs. Ribeiro do Valle e
Leal Prado que se constituíram, parafraseando trecho do discurso do Prof. W. T. Beraldo
sobre a vida científica do Prof. Rocha e Silva (Ciência e Cultura 33: 448, 1981), no
grupo de 1ª geração de cininologistas que posteriormente iria se ampliar, como veremos
adiante, durante a sua gestão como Chefe do Departamento de Farmacologia da nossa
Unidade.
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Prof.
Dr. Maurício Oscar da Rocha e Silva |
Dado o renome do Prof. Rocha e Silva torna-se
compreensível o período de intensa apreensão que passamos, desde a sua indicação para
a Chefia do Departamento até a sua vinda à Ribeirão Preto. Entretanto, imediatamente
após a sua chegada, tivemos desse Professor a primeira demonstração de confiança pois,
lembrando-se do nosso primeiro contato por ocasião de uma nossa apresentação de
trabalho (quando ainda éramos acadêmicos de Medicina), no decorrer de uma das Reuniões
Científicas no Instituto Biológico, procurou-me para afirmar a sua disposição de
manter a mim e ao colega A. Ramos como seus assistentes na nova fase do Departamento, fato
que muito nos envaideceu. Este intercâmbio cordial proporcionou a nossa rápida
familiarização no campo da farmacologia de peptídeos vasoativos e de suas
implicações fisiopatológicas, com a realização e a publicação, em período reduzido
de tempo, de vários trabalhos em periódicos de reconhecida rigidez editorial,
destacando-se entre eles, os que se referem à "potenciação do efeito hipotensor da
bradicinina por drogas simpatolíticas" e os "efeitos decorrentes da aplicação
intracerebroventricular desse polipeptídeo", temas que propiciaram o início da
formação do grupo de 2ª geração de cininologistas, cujos demais integrantes serão
citados adiante.
Por outro lado, sempre ligado ao estudo dos
mecanismos responsáveis pela liberação de histamina, em meados do ano de 1959, o Prof.
Rocha e Silva, dando início à sua profícua formação de Recursos Humanos, conseguiu a
contratação do Prof. Ithamar Vugman, que havia se especializado nesse campo sob a segura
orientação do Dr. Ivan Motta. Ao grupo, um ano após, associou-se o colega Dr. Adolfo
Max Rothschild, recém-chegado do exterior, onde havia permanecido por um longo período,
desenvolvendo técnicas e metodologias nesse campo, e que voltara a colaborar com o Prof.
Rocha e Silva para dar continuidade aos seus trabalhos de pesquisa sobre histamina,
realizados no período de 1951 a 1956 no Instituto Biológico. Importantes trabalhos foram
publicados por este grupo, que conseguiu estabelecer o papel do metabolismo
energético
celular na liberação da histamina, com a publicação de vários trabalhos em
periódicos de expressão internacional. Em 1965, o Dr. Ithamar Vugman transferiu-se para o
Departamento de Morfologia desta Unidade, continuando a produzir trabalhos neste tema. A
produção do Dr. Rothschild neste campo continuou intensa ao longo de toda a sua carreira
científica, de forma a projetá-lo internacionalmente, ocupando em 1971, o honroso cargo
de "Chairman" do "Histamine Club". As suas atividades de pesquisa
abrangeram também a área dos polipeptídeos biologicamente ativos, tendo demonstrado a
importância do uso experimental de sulfato de celulose como depletor do precursor da
bradicinina, bem como a importância da liberação deste polipeptídeo na mediação do
edema pulmonar induzido pela adrenalina. A este último tema, associou-se posteriormente a
Dra. Mercedes Perez Oliveira Antonio, que em 1967 passaria a ser docente do Departamento.
Com a saída do colega Armando O. Ramos, em dezembro de
1959, tivemos a árdua, porém grata e honrosa, oportunidade de compartilhar com o Prof.
Rocha e Silva não só nos aspectos didáticos e administrativos do Departamento
(substituindo-o inúmeras vezes na Chefia, por ocasião de suas freqüentes idas ao
exterior) mas também em todo o seu intenso programa de formação de novos pesquisadores,
atividade esta que a partir de 1959, associaram-se primeiramente o colega Adolfo M. Rothschild
(cujo importante papel nesse sentido vem se prolongando até a presente data), e
posteriormente, o Dr. Carlos Ribeiro Diniz, o qual após longo período de atividades no
Departamento de Bioquímica desta Faculdade (1952-1963), voltou a colaborar com o Prof.
Rocha e Silva, nas décadas de 60 e 70 (1963-1977), ocasião em que estabeleceu e
desenvolveu, em colaboração com o colega Ivan F. de Carvalho, relevante estudo sobre a
bioquímica e a farmacologia do precursor da bradicinina - o bradicininógeno - sugerindo
o seu papel biológico e evidenciando as implicações fisiopatológicas.
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Prof.
Dr. Alexandre Pinto Corrado |
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Em torno dessa relevante linha de pesquisa, o Dr.
Diniz reuniu extenso grupo de pesquisadores provindos do nosso e de outros Departamentos
da Unidade, bem como do Departamento de Farmacologia da antiga Faculdade de Farmácia e
Odontologia de Ribeirão Preto, que foi por nós criado e chefiado (1961-1962) em
atenção a honroso convite feito pelo Prof. Francisco Degni, Diretor da citada Faculdade
na época. Desses estudos, orientados e/ou supervisionados pelo Dr. Diniz, resultaram
inúmeros trabalhos, bem como a elaboração de várias teses. Dentre estas, citaria a por
nós apresentada ao Concurso de Livre-Docência e àquela apresentada pelo Prof. Raul
Martinez ao Concurso de Cátedra no Departamento de Obstetrícia. A primeira, intitulada
"Participação da bradicinina nos efeitos hemodinâmicos induzidos por enzimas
proteolíticas", foi citada por se constituir trabalho pioneiro referente aos
diversificados aspectos da fisiopatologia da bradicinina e do bradicininógeno. A última,
intitulada "Teor de bradicininógeno no plasma de mulheres no ciclo grávido
puerperal", foi assinalada pois repercutiu amplamente na época, não só na nossa
Unidade, como na Universidade, o fato de um chefe de Departamento das áreas clínicas
voltar ao Laboratório de Ciências Básicas e elaborar uma tese eminentemente
experimental. Este fato repetiu-se por ocasião da Tese de Livre-Docência do Dr. P. L.
Castelfranchi (do Departamento de Cirurgia), referente ao papel da bradicinina na
evolução da pancreatite aguda experimental, na qual o autor sob nossa supervisão,
realizou toda a parte experimental.
Outra relevante linha de pesquisa do Dr. Diniz
envolveu o isolamento e caracterização farmacológica de neurotoxinas de peçonhas de
aranhas e escorpiões, destacando-se os trabalhos que esclareceram o mecanismo das ações
pré-sinápticas das Tityustoxina feitos em colaboração conosco e Abílio Antonio. Frente a
essa crescente atividade de pesquisa, foram contratados para o Biotério: Dorival
Oliveira, Sidney Orlandin e José T. Aguilar, e para serviços técnicos, Rubens de Mello
e Luis Carlos Neves. Estes últimos, embora de escolaridade secundária, também
contribuíram para a iniciação dos técnicos que os seguiram, os quais na sua quase
totalidade tem nível superior, aspecto que será comentado adiante.
A partir de 1961, tivemos a oportunidade de
acompanhar de perto a evolução científica do significativo número de pesquisadores na
especialidade, hoje todos eles projetados internacionalmente, fato que demonstra a
implantação pelo Prof. Rocha e Silva de uma verdadeira Escola de Farmacologia. Com
efeito, em ordem cronológica, sucederam-se no Departamento os colegas Drs.: Abílio
Antonio, Sérgio Henrique Ferreira, Sérgio S. Cardoso, João Garcia-Leme, Antonio Carlos Martins de
Camargo, Frederico Guilherme Graeff, Mercedes Perez Oliveira Antonio, Glaci R. Silva, Lewis Joel Greene e
Francisco Riccioppo Neto. Merece ser assinalado que com exceção dos colegas Sérgio H.
Ferreira, S. S. Cardoso, Glaci R. Silva, Lewis J. Greene e Francisco R. Neto (provindos de outras
Universidades nacionais ou estrangeiras), todos os demais docentes foram nossos alunos,
tendo iniciado suas atividades junto ao Departamento, desde os bancos escolares,
influenciados pelo carisma, pelo entusiasmo e pelo elevado espírito científico
imprimidos pelo Prof. Rocha e Silva no curso de Graduação, transformando-o numa
seqüência de estudos mecanísticos de ação de drogas, ao contrário do costumeiro,
desestimulante e tedioso método de ensino da farmacologia, vigente na maioria das Escolas
Médicas do País, que prioriza a memorização de nomes e de efeitos de medicamentos.
Com todos esses docentes, cuja maioria compõe o
grupo de 2ª geração de cininologistas, o Prof. Rocha e Silva teve a oportunidade de
publicar trabalhos científicos do mais alto nível, ampliando de forma significativa os
conhecimentos sobre a farmacologia e a fisiopatologia da bradicinina, chegando a sugerir
papéis fisiológicos, e até mesmo, a existência de um sistema bradicininérgico.
Destacam-se, dentre as inúmeras linhas de pesquisa abordadas, as que:
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Evidenciaram um potente efeito dilatador coronariano
do polipeptídeo (Abílio Antonio);
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Descreveram os primeiros agentes antagônicos da
bradicinina (João Garcia-Leme);
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Descobriram e caracterizaram as primeiras cininases
do tecido nervoso (Antonio Carlos Martins de Camargo);
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Caracterizaram os efeitos comportamentais,
autonômicos e analgésicos resultantes de aplicação intracerebroventricular de
bradicinina (Frederico Guilherme Graeff e Alexandre Pinto Corrado);
-
Descreveram o efeito catatônico induzido pelo
polipeptídeo (Glaci R. Silva);
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Evidenciaram fenômenos reflexos induzidos pela
bradicinina (Francisco Riccioppo Neto);
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Evidenciaram a presença de fatores
potencializadores da bradicinina no veneno da Bothrops jararaca (Sérgio
Henrique Ferreira);
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Prof. Dr. Sérgio Henrique Ferreira |
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Merece ser destacado, que contribuíram enormemente
para a rápida evolução desses estudos, os trabalhos referentes à potenciação dos
efeitos da bradicinina, de importância fundamental, pois vieram modificar radicalmente o
estudo desse agente endógeno em termos de melhor evidenciação de seus efeitos
biológicos, reforçando a indicação de seus prováveis papéis fisiológicos, trabalhos
realizados pelo colega Sérgio H. Ferreira, inicialmente em colaboração conosco e com o Prof.
Rocha e Silva, e posteriormente por ele ampliados até a obtenção de um peptídeo,
extraído do veneno da Bothrops jararaca, que possibilitou o desenvolvimento de novos
agentes anti-hipertensivos, fato que lhe proporcionou a outorga de prêmio pela
"American Heath Association", em 1983. A purificação e seqüenciamento desse
peptídeo foram realizados em colaboração com o colega Lewis J. Greene, especialista nesse
campo. Com o aumento do Corpo Docente, outros técnicos foram contratados, todos de nível
universitário (Hidelberto Caldo, José Carlos de Aguiar, Osmar Vettore, Antonio Castania
e Márcia S. Mello) e a Secretaria ampliada com a inclusão de Célia C. Santos.
Seguindo a mesma orientação preconizada pelo Prof.
Rocha e Silva, no período de 1973-1978, durante o qual tivemos a honra de chefiar o
Departamento, ampliamos o Corpo Docente contratando nova leva de ex-alunos, nossos atuais
colegas: Antonio Roberto Martins, Fernando Morgan de Aguiar Corrêa, Wiliam Alves do Prado e Maria
Cristina de Oliveira Salgado. A particularidade dos três últimos é a de se
constituírem nos primeiros frutos do Curso de Ciências Biológicas - Modalidade Médicas
desta Faculdade (que este Departamento sempre apoiou e que teve no Prof. Rothschild um de
seus Coordenadores em 1972), cuja excelente formação básica foi complementada pelos
Cursos de Pós-Graduação desta Faculdade, criados e organizados pelo Prof. Rocha e
Silva, em cuja comissão ele participou ativamente como Presidente, desde a sua
implantação (1970) até o ano de 1978, tornando-o o Centro mais importante de ensino de
Pós-Graduação na área médica do País.
Da atividade desses novos docentes nasceu a 3ª
geração de cininologistas, cujas principais linhas de pesquisa propiciaram as seguintes
contribuições:
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As primeiras evidências bioquímicas da presença de
cininas no SNC (Fernando M. A. Corrêa);
-
A demonstração de atividade cininásica e/ou
inibidora da enzima conversora do SNC de animais e humanos e sua correlação com o
desenvolvimento neural (Antonio R. Martins);
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Importância do metabolismo de cininas na
hipertensão renal experimental e implicações da geração tecidual aumentada de
angiotensina II na parede vascular de ratos hipertensos (Maria C. O. Salgado).
Novas contratações de Técnicos, a maioria de
nível universitário (Idália Inês Bonani de Aguiar, Paulo Roberto. Castania, Afonso Paulo Padovan e
Ivanilda Aparecida Castrechini Fortunato) tornaram-se necessárias com a vinda desses novos docentes.
Além das diretamente relacionadas com as cininas,
outras importantes linhas de pesquisa foram desenvolvidas no Departamento, que
propiciaram:
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A Detecção e participação das prostaglandinas, do
SNSimpático e de citoninas na dor inflamatória. Detecção do mecanismo de hiperalgesia
(Sérgio H. Ferreira);
-
Papel da insulina e dos glicocorticóides na
regulação da resposta inflamatória e na interação leucócito x endotélio. Mediação
química na resposta inflamatória induzida pela estimulação de fibras nociceptivas.
Caracterização do Fator pró-inflamatório de linfócitos (João Garcia-Leme);
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Descoberta e caracterização das
endo-oligopeptidases A e B do tecido nervoso (Antonio C. M. Camargo);
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Descoberta do efeito anti-conflito de antagonistas da
serotonina. Evidenciação da modulação serotoninérgica e por aminoácidos
excitatórios que comandam comportamentos depressivos e elaboram a aversão na Matéria Cinzenta
Periaquedutal (MCP). Proposta teórica da participação da MCP na desordem do pânico e
no mecanismo de ação dos medicamentos anti-pânico (Frederico G. Graeff);
-
Demonstração do caráter competitivo do antagonismo
cálcio-antibióticos-aminoglicosídeos na transmissão neuromuscular. Primeira
referência na literatura da existência de mecanismo pré-sináptico de regulação de
liberação de acetilcolina na junção neuromuscular (Wiliam A. Prado).
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Lateral
do Prédio Central onde localiza-se o Depto. |
Toda essa atividade de pesquisa proporcionou ao
Prof. Rocha e Silva a publicação de extensa série de trabalhos - acima de 300 - vários
capítulos de livros, sendo inúmeras vezes Editor de livros referentes a Simpósios
Internacionais e autor de 7 livros, incluindo-se os didáticos, científicos e os
literários, além da outorga de Prêmios do mais elevado nível, de âmbito nacional - Moinho
Santista, 1965 e Conselho Nacional de Pesquisas, 1982 e internacional - Bernardo
Houssay, 1970. Na evolução de todas estas atividades, desempenhou papel relevante a
Dra. Hanna Rothschild, companheira e colaboradora do Prof. Rocha e Silva no período mais
fecundo de suas realizações.
Em setembro de 1980, por ocasião da sua
aposentadoria compulsória, que o Mestre ironicamente chamava de "expulsória",
pois aos 70 anos sentia-se suficientemente lúcido para o desencargo das suas
diversificadas atividades, deixou a chefia, porém não o Departamento, em vista do Corpo
Docente sentir-se honrado em continuar a contar com a sua presença, situação que se
prolongou até o dia do seu passamento, ocorrido em 19/12/83.
Com a aposentadoria do Prof. Rocha e Silva, ficou
sob a responsabilidade dos seus discípulos manter e, se possível, ampliar esse
significativo legado.
Ao se passarem 14 anos, no decorrer dos quais
sucederam-se na chefia os Profs. Alexandre P. Corrado (1980-1984, 1992-1994), Adolfo M. Rothschild (1984-1988) e
Sérgio H. Ferreira (1988-1992), tal possibilidade tornou-se realidade, pois:
-
Foram contratados novos docentes, procurando
substituir os que saíram e ampliar o Corpo Docente;
-
Foi reavaliado o espaço físico de cada docente,
procurando estabelecer áreas equivalentes;
-
Foram contratados novos Técnicos (Lúcia H.
Faccioli, Eleni Luiza T. Gomes, Tadeu Franco Vieira, Orlando Mesquita Jr., Ieda Regina
dos Santos Schivo, Eliana
Beatriz C. Barros, Berenice Borges Lorenzetti, Fabíola Leslie A. C. Mestriner, Neomésia Issajuara S. Freire,
Ana Kátia dos Santos, Cláudia Castania, Marcos Antonio de Carvalho), quase todos universitários,
alguns dos quais interagindo diretamente com os componentes do Corpo Docente na
elaboração dos protocolos experimentais e na análise crítica dos resultados,
situação que explica a sua inclusão na lista dos autores de trabalhos. Esta nova
concepção de Pessoal de Apoio Técnico possibilitou a elaboração do Curso de Técnicas
Farmacológicas, sob os auspícios da USP, que foi por eles ministrado;
-
Ampliou-se e reformulou-se a Secretaria com as
contratações: Sônia Maria Stefanelli, Fátima Helena Ferreira Petean e Isabel Cristina G. Marangoni;
-
Manteve-se o nível e a produção científica, com
um valor médio anual de 23 publicações em periódicos internacionais.
No que se refere à Pós-Graduação, manteve-se a
intensa atividade formadora de Recursos Humanos pois, de 67 Dissertações de Mestrado e
24 Teses de Doutorado, registradas em 1980, passamos para, respectivamente, 110 e 62, com
uma média anual de produção da área de 80 trabalhos. Como indicador do sucesso da
nossa Área, a seguir listamos, a guisa de exemplo, o destino dos Doutores:
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Dos 62, 56 são Profs. Universitários;
-
Acima de 200 trabalhos foram por eles publicados em
periódicos internacionais;
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Acima de 200 alunos estão sendo por eles orientados.
Neste período, com as contratações dos Drs. Jomar M. Cunha,
Gustavo Ballejo Olivera, Francisco Silveira Guimarães e Fernando de Queiróz Cunha, novas
linhas de pesquisa foram estabelecidas, que proporcionaram as
seguintes contribuições:
-
Implicações fisiopatológicas das respostas
nociceptivas induzidas pela bradicinina (Alexandre. P. Corrado);
-
Tumefação granular reversível dos mastócitos,
após stress e atividade alimentar (Adolfo M. Rothschild);
-
Detecção do componente periférico na analgesia
pela morfina. Mecanismo de ação da dipirona. Participação do óxido nítrico na
analgesia (Sérgio H. Ferreira);
-
Demonstração da participação de mecanismos
colinérgicos no SNC no controle de respostas emotivo/motivacionais da dor (Wiliam A. Prado);
-
Demonstração da regulação e plasticidade
diferencial de sub-tipos de receptores muscarínicos durante o envelhecimento. Regulação
dos receptores do GABA do tipo B por andrógenos. Participação da via L-arginina-NO na
inibição NANC do tubo digestivo. Inibição seletiva do Citocromo P-450 pela
vasopressina (Gustavo Ballejo);
-
Caracterização do efeito ansiolítico do
canabidiol. Participação da neuro-transmissão glutamatérgica na substância cinzenta
periaquedutal dorsal na ansiedade (Francisco S. Guimarães);
-
Descoberta de duas novas interleucinas liberadas de
macrófagos, uma inibidora e outra indutora da migração de neurotrófilos (Fernando Q.
Cunha).
No que se refere ao Ensino de Graduação,
procurou-se dar uma nova dimensão aos Cursos oferecidos à Medicina e à
Enfermagem, principalmente em termos de introdução de novas aulas práticas e de
ampliação dos seminários, com resultados animadores, pois aumentou a motivação dos
alunos pela farmacologia, fato comprovado pelos inúmeros pedidos de estágios de
Iniciação Científica.
No período compreendido entre
1992 até meados de 2001, sucederam-se na Chefia do Departamento o Prof.
Alexandre Pinto Corrado pela terceira vez (1992-1994), seguido pelos Profs. Drs.
Fernando Morgan de Aguiar Corrêa (1994-1996 e novamente em 2000-2002) e Wiliam
Alves do Prado (1996-2000, sendo dois mandatos consecutivos), ambos
representantes do grupo jovem, com formação integral em nossa faculdade, desde
os bancos escolares até a obtenção do grau de Professor Titular. No decorrer
deste período, novos docentes foram integrados ao Departamento, representados
pelos colegas Hélio Zangrossi Júnior e Norberto Cysne Coimbra, que vieram
contribuir para o desenvolvimento científico, em termos de instalação de novas
metodologias, respectivamente nos campos da psico e neurofarmacologia,
proporcionando a criação de novas linhas de pesquisa, destacando-se as que:
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Analisam os substratos neurais
envolvidos na gênese/expressão de diferentes subtipos de ansiedade (Hélio
Zangrossi Jr.);
-
Analisam o desenvolvimento de
modelos animais de ansiedade (Hélio Zangrossi Jr.);
-
Avaliam o estudo dos
neurotransmissores, neuromoduladores e neurormônios envolvidos em processos
antinociceptivos e aversivos eliciados em estruturas encefálicas responsáveis
pela elaboração do comportamento de defesa (Norberto C. Coimbra);
-
Avaliam o estudo da
citoarquitetura e da anatomia conectiva e funcional de estruturas neurais
relacionadas à percepção e controle da dor (Norberto C. Coimbra).
Pelo menos dois outros docentes
deverão ser futuramente contratados afim de ocuparem vagas liberadas pelos
colegas que se transferiram para outros centros universitários (João
Garcia-Leme, Frederico G. Graeff, Antonio C. M. Camargo) ou que se aposentaram
(Abílio Antonio, Mercedes P. O. Antonio, Adolfo M. Rothschild, Francisco
Riccioppo Neto e Alexandre Pinto Corrado).
Diversificou-se o trabalho da
secretaria, com a introdução da informática, cujo processo foi intensificado
após a contratação de José Waldik Ramon, funcionário especializado no tema, que
ocupou a vaga liberada pela secretária Isabel C. M. Marangoni, que transferiu-se
para outro setor desta faculdade. Além disto, foram contratados novos
funcionários de apoio técnico, representados pela Auxiliar Técnica Diva Amábile
Montanha de Souza e pelos Técnicos de Laboratório Sérgio Roberto Rosa, Giuliana
Bertozi Francisco e Devanir Cândido de Oliveira.
Em termos de Pós-Graduação,
além de ampliar ainda mais a atividade formadora de novos recursos humanos na
especialidade, pois até meados de 2001 já foram defendidas 163 Dissertações de
Mestrado e 95 Teses de Doutorado. Verificou-se também um expressivo aumento do
nível dessa atividade, com a honrosa outorga pela CAPES à Área de Concentração
Farmacologia dos Cursos de Pós-Graduação deste Campus, da menção de melhor curso
nessa área em todo o país, havendo sido o único a receber a nota máxima (7.0),
fato que explica a manutenção do nível de produção científica, com um valor
médio anual de 37 publicações em periódicos de reconhecida expressão
internacional.
Ao finalizar, apresentamos, resumidamente, dados de
natureza universitária e científica, dos componentes do Corpo Docente, que projetaram o
Departamento e a Unidade:
Prêmios:
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Alexandre Pinto Corrado (6 nacionais);
-
Carlos Ribeiro Diniz (1 nacional);
-
Fernando de Queiróz Cunha (5 nacionais);
-
Fernando Morgan de Aguiar Corrêa (1
nacional);
-
Francisco Silveira Guimarães (2 nacionais e
1 internacional);
-
Frederico Guilherme Graeff (1 nacional);
-
Maurício Oscar da Rocha e Silva (2 nacionais
e 1 internacional);
-
Sérgio Henrique Ferreira (6 internacionais);
-
Wiliam Alves do Prado (2 internacionais e 1
nacional)
Assessorias
Nacionais e Internacionais:
-
Alexandre Pinto Corrado (Perito da O.M.S.
e Consultor do INCQS);
-
Fernando Morgan de Aguiar Corrêa (Editorial
Board of "Cellular and Molecular Neurobiology");
-
Maria Cristina de Oliveira
Salgado (Assessora do CNPq, CAPES, FAPESP e FINEP, Membro do Comitê Científico
da "American Society of Hypertension", Membro do Corpo Editorial dos
periódicos "Hypertension", "Journal of Hypertension", "European Journal of
Pharmacology" e "Brazilian Journal", Membro do Conselho da SBFTE);
-
Norberto Cysne Coimbra
(Editorial Board of "Brain and Mind Magazine", Assessor do PIBIC - CNPq, do
Sicusp e das Revistas "Brain Research" e "Pain");
-
Sérgio Henrique Ferreira
(Assessor das seguintes revistas internacionais: "European Journal of
Pharmacology", "Mediators of Inflammation", "British Journal of Pharmacology",
"Inflammation Research", "Journal of Rheumatology", "Journal of Neuroscience",
"Life Sciences" e "European Journal of Pain").
Cursos de Pós-Graduação
Ministrados no Exterior:
Presidentes e
Vice-Presidentes de Sociedades:
-
Adolfo Max Rothschild (SBRP);
-
Alexandre Pinto Corrado (ALAF, SBFTE);
-
Carlos Ribeiro Diniz (IST);
-
Fernando de Queiróz Cunha (SBIn);
-
Fernando Morgan de Aguiar Corrêa (SBNec);
-
Frederico Guilherme Graeff (SBPb);
-
Maria Cristina de Oliveira Salgado (SBFTE);
-
Maurício Rocha e Silva (IUPHAR, ALAF, SBFTE);
-
Sérgio Henrique Ferreira (SBFTE, FESBE,
SBPC, SBED, SBIn).
Cargos Diretivos:
-
Antonio Carlos Martins de Camargo
(Vice-Diretor ICB/USP);
-
Frederico Guilherme Graeff (Vice-Diretor FFCLRP-USP);
-
Sérgio Henrique Ferreira (Diretor e
Vice-Diretor do INCQS).
Redação(R) e Tradução(T)
de Livros(L) e Capítulos de Livros(CL):
-
Abílio Antonio (1RCL);
-
Adolfo Max Rothschild (1TL, 2RCL);
-
Alexandre Pinto Corrado (1RCL);
-
Fernando de Queiróz Cunha (10RCL);
-
Fernando Morgan de Aguiar Corrêa (6RCL);
-
Francisco Silveira Guimarães (1RL, 14RCL);
-
Frederico Guilherme Graeff (1RL);
-
Gustavo Ballejo Olivera (7RCL);
-
Itamar Vugman (2RL);
-
João Garcia-Leme (2RL);
-
Maria Cristina de Oliveira Salgado (1TCL,
2RCL);
-
Maurício Rocha e Silva (7RL);
-
Norberto Cysne Coimbra (4RCL);
-
Sérgio Henrique Ferreira (41RCL, 3RL);
-
Wiliam Alves do Prado (3RCL, 1TCL);
Criação e/ou
Instalação de Departamentos de Farmacologia:
-
Abílio Antonio (FMUFU);
-
Alexandre Pinto Corrado (FFORP,
FMV-UFMT);
-
Francisco Riccioppo Neto (FRMSJRP);
-
Wiliam Alves do Prado (FAMECA).
Produção Científica:
Com base no exposto, cremos ter evidenciado que as
amplas e diversificadas atividades do Departamento, abrangendo em proporções
equivalentes de ensino, pesquisa e extensão à comunidade, desempenharam papel relevante
na história dos 50 anos desta Faculdade.
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