Prof. Marcos Rossi é homenageado, postumamente, pela Revista Cardiovascular Pathology

Prof.-Marcos-Rossi1Além de declarar o Prof. Marcos Rossi um dos grandes patologistas contemporâneos e fazer um relato de sua vida acadêmica brilhante, desde  sua formatura na FMRP-USP, o Prof.  Gaetano Thiene, diretor do Departamento de Ciências Torácicas e Vasculares da Universidade de Pádua, e autor do Artigo “Marcos A. Rossi (1944–2013), um Cardiopatologista nos Trópicos”, em impressão na Revista Cardiovascular Pathology, lamenta com grande dor a passagem prematura dele.

Thiene estava tramitando um ano sabático para o Prof. Rossi no Instituto Morgagni, na Universidade de Pádua, fundada em 1222, onde a moderna medicina teve origem no século XVII.

Ficar na sala de Morgagni  e no anfiteatro anatômico de Fabrí­cio de Aquapendente, do século XVI,  era um antigo sonho do Marcos, menciona Thiene.

O Prof. Rossi esperava fazer o ano sabático em Pádua e comentava os detalhes com a ansiedade, o entusiasmo e o amor que colocava no seu trabalho como o fez até o seu último segundo de vida; entusiasmo que teria mantido por muitos anos mais; entusiasmo que  a USP e o Brasil tanto precisam.

O Professor Thiene lembra o sucesso no International Symposium on Arrhythmogenic Right Ventricular Cardiomyopathy/Dysplasia (ARVC/D) em Pari­s em 1996, onde o Prof. Marcos Rossi e o seu grupo apresentaram a patologia da cardiomiopatia chagásica, que afeta o ventrí­culo direito com aneurismas, mimificando ARVC/D, uma continuidade aos estudos da cardiomiopatia chagásica começados com o seu mentor e fundador do Departamento de Patologia da FMRP-USP, o Professor vienense Fritz Koeberle.

Mas como o Professor Thiene disse, o aspecto mais importante da carreira do Prof. Marcos Rossi foi que, sendo um cientista num país em desenvolvimento devotou seu tempo e energia em disseminar o conhecimento cientí­fico e aperfeiçoar conti­nuamente as suas pesquisas. A maior parte do trabalho cientí­fico de Marcos Rossi foi consolidado no Brasil, onde desenvolveu o modo de fazer patologia experimental e patologia cardiovascular, influenciando muitos laboratórios no paí­s.

Marcos Rossi foi o primeiro e mais produtivo microscopista eletrônico dessa escola, com 261 publicações cientí­ficas completas em revistas de alto impacto (algumas ainda no prelo), seus 26 capí­tulos de livros, seu mí­tico í­ndice H e mais de 60 projetos financiados pela FAPESP e CNPq.

Segundo Thiene, a patologia europeia encontrou aspectos fundamentais nos trabalhos de Marcos sobre cardiomiopatia chagásica  e, particularmente, as microvasculopatias coronarianas e a progressão da miocarditis até chegar à  cardiomiopatia crônica dilatada, microlesões  e eventos subcelulares ocorrendo durante a sépse (fenômeno que o Marcos chamou “cardioomiopatia séptica”) e mais recentemente os mecanismos moleculares da cardiotoxicidade pela antraciclina.

O Prof. Rossi fez novas e importantes contribuições no campo da patologia cardiovascular experimental e particularmente na patologia tropical; ele foi infinitamente generoso e entusiasmado sempre, com os seus amigos e alunos, que eram parte da sua família, além de um grande didata, que supervisionou centenas de pós graduandos e residentes em patologia.

O Professor Thiene acaba dizendo  ”Arrivederci Maestro! “, como o Prof. Marcos Rossi adoraria ouvir.

Acesse o artigo completo publicado na Revista Cardiovascular Pathology:

Acesse aqui a publicação: Marcos A. Rossi (1944–2013), an Experimental Cardiovascular Pathologist in the Tropics

Referência: Prof. Dr. Jorge E. Moreira – Departamento de Biologia Celular e Molecular e Bioagentes Patogênicos da FMRP-USP

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