Pesquisa conclui que pacientes com fobia apresentam alterações na estrutura do cérebro em áreas relacionadas ao medo e à ansiedade

Prof. Crippa3

Você tem medo de que? Do escuro, de avião, de elevador ou de local fechado. Temos medo de muitas coisas. Alguns tem medo de cães, de gatos, de multidão e até de inseto. Ao menos 10% da população, cerca de 20 milhões de brasileiros, tem medo de algo especifico. Por exemplo de animais. Nessa categoria, a aranha aparece como vilã em boa parte dos casos de fobia.

O que se imaginava é que o medo era desencadeado apenas por questões psicológicas. Não que isso não ocorra, mas um componente biológico também age sobre o nosso medo de cada dia. É o que constatou uma pesquisa realizada por pesquisadores do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo.

Uma pessoa com este tipo de fobia pode apresentar problemas comportamentais, como por exemplo, não entrar em uma casa se souber que ali tem algo que lhe causa o medo, não viajar para sítios, fazendas com medo de entrar em contato com o animal. Enfim, são várias situações de pânico que alteram a vida de quem sofre com esse tipo de transtorno. o coordenador da pesquisa, o professor José Alexandre Crippa.

Os pesquisadores do HC, coordenados pelo professor José Alexandre Crippa, descobriram, através de imagens de ressonância magnética, possíveis alterações  cerebrais. Eles observaram diminuição na espessura cortical de uma área no cérebro chamada cíngulo anterior do grupo com fobia de aranha, em comparação aos voluntários saudáveis. A pesquisa foi realizada com 38 voluntários, sendo que 19 apresentavam medo de aranha.

Os pesquisadores também verificaram que os pacientes registraram aumento no balanço corporal quando expostos a imagens de aranha. Os achados reforçam a ideia de que pacientes com fobia apresentam alterações na estrutura do cérebro em áreas relacionadas ao medo e à ansiedade. O estudo foi publicado no Brain Research, um dos mais importantes periódicos do setor.

Para o coordenador da pesquisa, o estudo pode ser tornar padrão de investigações futura em complemento ao diagnóstico clínico “já que ocorre não é só alteração psicológica, mas também em nível neurobiológico”. Outro objetivo da pesquisa foi detectar “marcadores biológicos para identificar os transtornos”.

Referência: Assessoria de Imprensa HCFMRP-USP

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