Médico do Hospital das Clínicas é premiado em congresso internacional

André filipe4O geriatra André Filipe Junqueira dos Santos foi premiado no Congresso da Academia Americana de Hospice e Cuidados Paliativos com a apresentação do trabalho da equipe de Cuidados Paliativos com os pacientes atendidos na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto.

O geriatra foi selecionado para um programa de bolsas de estudos promovido pela Academia Americana, que tem como objetivo promover o trabalho de médicos que trabalham com cuidados paliativos em países em desenvolvimento e incentivar a troca de conhecimentos no congresso da entidade.

Participaram do programa cerca de 120 candidatos, sendo selecionados 10 médicos de diversos países (Índia, Indonésia, Equador, Gana, República Dominicana, Nepal, Iraque, Afeganistão e Brasil). O trabalho desenvolvido na Unidade de Emergência foi apresentado para membros da Academia Americana e outros premiados, que aconteceu de 9 a 12 de março, em Chicago.

Cuidados Paliativos na Unidade de Emergência do HCFMRP

Garantir aos pacientes da Unidade de Emergência qualidade de vida é o objetivo da equipe de cuidados paliativos.
A atuação da equipe na Unidade de Emergência tem como objetivo minimizar o sofrimento de pacientes portadores de uma variedade de condições ameaçadoras da vida e seus familiares durante sua passagem pelo serviço. São pacientes de todas as idades com doenças avançadas que passam por uma fase aguda, pacientes que sofreram AVC, paradas cardiorrespiratória ou traumas graves. A proposta é trazer a realidade da morte para este contexto de emergência e como amenizá-la.

Na equipe há profissionais de várias áreas: médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, farmacêutico e capelão para proporcionar uma assistência mais completa aos doentes e famílias, conforme preconizado pela filosofia de atendimento em cuidados paliativos.

O mais importante para a equipe de cuidados paliativos é a atenção integral ao paciente, considerando todos os aspectos do adoecimento e seu impactos físicos, sociais, psicológicos e espirituais, tendo como ferramenta a discussão em equipe.
Essas discussões ultrapassam o conhecimento compartimentado para um novo conhecimento sobre a situação do paciente e suas demandas. Nas discussões, são propostas elaboração do plano terapêutico e atendimento de demandas de pacientes e familiares.

O tratamento paliativo não está dissociado do tratamento curativo, as equipes atuam simultaneamente. Se o paciente começar a dar sinais de que não está respondendo ao tratamento curativo, a equipe de referência é orientada a priorizar condutas para alívio de sintomas, conforto e dignidade do paciente.

Gestão – Outra preocupação do grupo é intervir na questão dos custos hospitalares e na gestão dos leitos. Neste sentido, o trabalho contribui para que o paciente permaneça o tempo ideal.

Quando o paciente chega e é identificada uma proposta paliativa, as condutas são tomadas no sentido de evitar procedimentos que não vão beneficiar o paciente. Além disso, eles também podem ser encaminhados para leito especializado no Hospital Estadual Américo Brasiliense, para hospitais que possuem leitos de longa permanência e convênio com a UE (Guariba, São Simão e Altinopólis) ou mesmo ir para casa contando com apoio da equipe de Cuidados Paliativos do HC Campus, que realiza visitas domiciliares. O resultado é um giro maior de leitos, diminuição dos dias de internação e qualidade de vida dos pacientes.

Mudança de cultura – Outro desafio da equipe é mudar a cultura do manejo da terminalidade de vida dentro do Hospital. Os profissionais de saúde destes serviços muitas vezes sofrem e percebem-se despreparados para lidar adequadamente com situações de morte. Encarando com realismo a proximidade da morte, é possível oferecer um processo de morte menos doloroso com alívio de sintomas e sofrimento. Nesse contexto, se torna mais importante ainda a participação da equipe multiprofissional para abordar questões psicossociais e espirituais dos pacientes e seus familiares que precisam ser elaboradas e finalizadas em sua terminalidade.


Referência: Assessoria de Imprensa HCFMRP-USP

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