Medicina Social

Departamento de Medicina Social

Técnica do expurgo seletivo para controle de triatomíneos

Atividades de campo de combate à doença de Chagas com uso da técnica do expurgo seletivo. Cássia dos Coqueiros, década de 60

A transmissão vetorial da doença de Chagas no país encontra-se praticamente interrompida, o que representa uma das maiores conquistas na história da saúde pública brasileira. Um dos grandes responsáveis por esse sucesso foi o Professor José Lima Pedreira de Freitas que, na década de 1940, iniciou pesquisas de campo de controle de triatomíneos em Cássia dos Coqueiros, desenvolvendo o conceito de “expurgo seletivo”. A técnica consiste na execução de aplicações de inseticidas feitas seletivamente nos domicílios da área endêmica, em contrapartida à aplicação repetida e generalizada, preconizada até então. A técnica representou uma verdadeira revolução na metodologia de trabalho de campo, por reduzir custos e agressão ao meio ambiente, resultando altamente satisfatória no controle de triatomíneos. A metodologia acabou incorporada aos programas nacionais de combate à doença, assim como em praticamente todo o continente latino-americano.

Centro de Processamento de Dados Hospitalares

Funcionários do Centro de Processamento de Dados Hospitalares do Departamento de Medicina Social em atividade de perfuração de cartões IBM, na década de 70

O CPDH foi criado em 1970 para receber informações padronizadas de altas hospitalares de Ribeirão Preto, tais como dados demográficos dos pacientes, aspectos relacionados à doença e à internação, além da ocupação de leitos. Estendido aos demais hospitais da região, o Serviço consolidou-se com o passar do tempo e veio a se constituir em riquíssimo banco de informações útil para o diagnóstico, planejamento e avaliação da assistência médica da comunidade, principalmente para a racionalização da administração hospitalar, além de facilitar o ensino médico e a investigação científica no campo da saúde (Fávero, M. – Memorial – FSP-USP), fornecendo dados para centenas de publicações, dissertações e teses de doutoramento. Ultimamente, essa experiência exitosa vem sofrendo grandes e importantes transformações. Com financiamento da Secretaria de Estado da Saúde, desde 2010, está em construção o Observatório Regional de Atenção Hospitalar e em 2014 a Faculdade de Medicina criou, por iniciativa da equipe do CPDH/ORAH e do Departamento de Medicina Social, o Centro de Informações e Informática em Saúde, unidade que deverá aglutinar todos os programas e projetos anteriores e estimular o ensino, pesquisa e extensão nas áreas de informação e gestão em saúde.