FMRP e Prefeitura de Ribeirão criam protocolo para atender portadores de HIV

Oimg_1203008210_278_lgs Serviços de Saúde de Ribeirão Preto já contam com protocolo para o atendimento de pessoas em idade reprodutiva que vivem e convivem com o HIV/AIDs. O protocolo, que foi lançado no dia 12 de fevereiro, leva à população ribeirão-pretana as recomendações sobre contracepção e redução dos riscos da transmissão sexual e da transmissão vertical do HIV em casais férteis que vivem e convivem com HIV/Aids.

“O protocolo é o primeiro no país para esse público e instrui as mulheres que querem engravidar e prescreve métodos contraceptivos para mulheres que não desejam engravidar”, segundo a professora Carolina Sales Vieira, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMRP, uma das pesquisadoras que participou da criação do documento, junto com profissionais do Programa Municipal de DST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto. Está disponível no Centro de Referência em Especialidades, Ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia do Centro de Referência Alexandre Fleming, no Bairro Simioni e, no Ambulatório de Saúde da Mulher do Centro de Saúde Escola da Cuiabá (foto), no Bairro Sumarezinho.

No Brasil, cerca de 80% das pessoas com Aids estão na faixa etária reprodutiva e, nos últimos 10 anos, segundo o Ministério da Saúde, 47 mil mulheres com o diagnóstico de HIV/Aids engravidaram. Dados da Secretaria Municipal da Saúde apontam que em Ribeirão Preto  81,94% das pessoas com Aids estavam na faixa etária reprodutiva em 2012.

O Protocolo Municipal de Saúde Reprodutiva para Pessoas que Vivem e Convivem com HIV/Aids foi fruto de 2,6 anos de trabalho, e exigiu estudos das evidências relacionadas ao HIV disponíveis no mundo, para oferecer as melhores opções em termos de saúde reprodutiva para as portadoras de HIV em Ribeirão.

A equipe de saúde deve conhecer que existem critérios para prescrição de métodos anticoncepcionais, pois “porque alguns antirretrovirais reduzem o efeito de alguns anticoncepcionais e isto pode levar a uma gestação não planejada”, alerta Carolina.
O protocolo também auxilia os casais, em que ambos são portadores de HIV ou que um dos parceiros é soropositivo e o outro é soronegativo, uma vez que ele estabelece normas para planejar uma gravidez. Ainda, segundo Carolina, planejar o momento de ter uma gestação ajuda a diminuir a transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho. “O planejamento também reduz a chance de transmissão de um parceiro positivo para o parceiro negativo”.

Após os investimentos realizados para a prevenção da transmissão materno-infantil do HIV, com o oferecimento da sorologia anti-HIV no pré-natal, feito em 1996 e, a utilização de antirretrovirais pelas gestantes e neonatos, Carolina afirma que ainda havia a necessidade de estabelecer diretrizes de concepção e contracepção segura para as pessoas que vivem com HIV/Aids.

Assim, o protocolo incorpora os aspectos ligados à vida sexual e reprodutiva das pessoas que vivem e convivem com HIV/Aids, para que elas possam ter uma vida normal, sem preconceito e sem desconfiança.

Referência: Portal de Informações da USP Ribeirão Preto – Por: Breno Berlingeri Campos

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