Equipe de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do HCFMRP-USP realiza implantes de valva aórtica artificial por via percutânea.

Cardiologia

Nos dias 03 de setembro, 25 e 26 de novembro, a Equipe de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, chefiada pelo Professor J. Antonio Marin-Neto,  implantou valvas artificiais em posição aórtica, em três pacientes selecionados por serem portadores de estenose aórtica grave, sem perspectivas de se submeterem à cirurgia convencional para a troca valvar tradicionalmente realizada em casos semelhantes. O implante dessas valvas artificiais, sem remoção da valve native lesada pelo processo mórbido, é usualmente conhecido pelo acrônimo TAVI, do inglês “Transcutaneous aortic valve implantation”

Nos três casos havia fatores e comorbidades que virtuamente contraindicavam ou tornavam de risco proibitivo a cirurgia convencional. A começar pela idade avançada (85 e 93 anos) em dois pacientes, e neoplasia sendo investigada em outro caso.

Assim, recorreu-se ao novo procedimento, em que uma valva artificial é implantada sobre a valva nativa doente, e corrigindo-se o problema da estenose. Essa decisão, de acordo com normas científicas e éticas consagradas internacionalmente, baseou-se em consenso de uma equipe composta por um Cirurgião Cardíaco, no caso o Dr. Alfredo J. Rodrigues, um Médico Clínco, o Dr. André Schmidt, e um Médico Intervencionista, o Dr. Moysés de Oliveira Lima Filho.

  • A equipe do HC, que efetuou os procedimentos foi coordenada pelo Dr Moysés de Oliveira Lima Filho, e composta ainda pelos Drs. Geraldo Luiz de Figueiredo, e J. Antonio Marin-Neto, contando com o efetivo e indispensável apoio do “proctor” Dr Fábio de Sândoli de Brito Jr, da equipe de Cardiologia Intervencionista do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, nas três ocasiões de implante da valva artificial por via percutânea.
  • Essa equipe foi completada pelo Dr Alfredo J. Rodrigues, providenciando inclusive a indispensável retaguarda cirúrgica para a eventualidade de ocorrerem algumas complicações potenciais, bem como pela Dra Minna M. Dias Romano e Dr Luís Galli, responsáveis pela monitorização praticamente continua durante o procedimento, mediante ecocardiografia transesofágica.
  • Os procedimentos anestésicos sob a supervisão do Dr. Luis Vicente Garcia e do Dr. Alexandre Pacchioni
  • Além disso, o implante da prótese aórtica por via percutânea necessita sempre de prévio e meticuloso estudo de tomografia computadorizada da árvore arterial periférica, no sentido de se escolher a melhor forma de abordagem percutânea. O Dr. Henrique Simão Trad foi o responsável por esta avaliação.
  • A coordenação da equipe de Enfermagem ficou a cargo da Sra. Maria Alice Oliveira Ferreira da Rosa

É relevante salientar-se que esse procedimento tem sido aprovado em nível nacional e internacional, com respaldo em estudos de comparação com os resultados da cirurgia de troca valvar aórtica, em pacientes em que esta operação é inviabilizada pelas comorbidades, pela idade avançada, ou pelo próprio avanço irreversível da sobrecarga do coração pela doença.

Também se torna oportuno ressaltar que atualmente a estenose valvar aórtica torna-se progressivamente a mais frequente entre as valvopatias cardíacas, tendo em vista o prolongamento da sobrevida populacional. De fato, os gerontes de mais de 60 anos constitutem hoje a faixa populacional com maior increment absolute, e é nesse segmento que a estenose aórtica degenerativa incide com maior frequência e gravidade.

Embora ainda não tenha ainda sido incorporada ao rol de procedimentos cobertos pelo SUS, isso está em flagrante desacordo com o espírito da própria concepção de nosso sistema unificado de provimento de saúde, conforme definido pela norma constitucional, assim como por diretrizes específicas do estatudo do idoso.

Portanto, caberá a nossa admnistração institucional do HC-FMRP-USP, prover medidas que assegurem o prosseguimento desse programa de TAVI, a ser oferecido a nossos pacientes gerontes, com estenose aórtica grave e sem perspectivas de terem sua doença resolvida pela téçnica cirúrgica convencional.

Referência: Jornal do Complexo Acadêmico de Saúde – FMRP – HCFMRP – USP – Por: Dr Moysés de Oliveira Lima Filho – Médico da Equipe de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do HCFMRP-USP

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