Boneco da FMRP-USP de Ribeirão Preto simula 33 problemas cardíacos

boneco USPEquipamento importado dos EUA pela universidade custou US$ 50 mil. Objetivo é preparar aluno para diagnosticar doenças raras, diz professor.

Por fora ele é de borracha, mas por dentro guarda um complexo de alta tecnologia. Esse é Willian Harvey, nome de um dos principais estudiosos do sistema circulatório humano, utilizado como apelido pelos estudantes de medicina da Universidade de São Paulo (SP) de Ribeirão Preto (SP) a um equipamento que identifica 33 problemas cardíacos diferentes. O boneco produzido nos Estados Unidos, que segundo a universidade é o simulador mais avançado de doenças cardíacas disponível no Brasil, é usado pelos alunos para o estudo do coração.

Avaliado em US$ 50 mil, o boneco é capaz de simular situações que desafiam o conhecimento do estudante. Através do som e das batidas do coração, do comportamento das artérias e pulsos, o aluno consegue ter um diagnóstico completo de problemas, inclusive raros, como o sopro, uma indicação para doenças como das válvulas cardíacas.

Para o professor de medicina e coordenador do laboratório de simulação da USP, Antonio Pazin Filho, o uso do boneco proporciona a possibilidade de diferenciar características sutis entre uma doença e outra. “Consigo mostrar uma série de sinais que às vezes o aluno não teria condições de ver, porque são doenças muito raras. Posso modificar diversas doenças, mostrando o que é o normal, o que é diferente, por que está diferente, enquanto ele examina a pessoa”, diz.

A diferença entre “Willian Harvey” e os demais simuladores cardíacos já existentes está no conjunto de sinais que o modelo expõe ao aluno, segundo Pazin Filho. “Temos simuladores de menor complexidade. Aqui o som é sincronizado com todos os sinais físicos que o boneco pode apresentar, como pulsação, desvio da ponta do coração, pressão arterial. O aluno junta tudo isso e tenta fazer o diagnóstico. Pegamos o que o doente conta para nós, que são os sintomas, com o que a gente examina, a que chamamos de sinal. O conjunto nos dá uma síndrome, que é um jeito de estreitarmos a gama de doenças que a pessoa pode ter.”

Para acessar reportagem referente ao assunto veiculada no Jornal da EPTV clique aqui.

Referência: Do G1 Ribeirão e Franca – 08/10/13 – www.g1.globo.com
(Foto: Carlos Trinca/EPTV)

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