Banco de Leite Humano, 40 ANOS incentivando e apoiando a doação e o aleitamento materno

Bco LeiteO Banco de Leite Humano do HCFMRP, o segundo do Estado, completa 40 anos em maio. São quatro décadas  propondo, incentivando, melhorando os índices do aleitamento e transformando o futuro de muitos recém-nascidos através da doação.

Criado em 1976, para atender a necessidade de coletar, processar e distribuir leite para os recém-nascidos prematuros internados, com a demanda crescente, o Banco passou a ser um verdadeiro centro de incentivo e apoio ao aleitamento materno. O trabalho incansável visa o aumento dos índices de amamentação e, consequentemente, da quantidade de leite disponibilizado aos bebês internados.

Centro de Referência do Estado de São Paulo para todo o interior desde 1999, o BLH representa todos os bancos de leite desta área e assessora os municípios e hospitais interessados na criação de unidades próprias. Atualmente, presta assistência a 30 bancos de leite, na região, dos 57 que compõem a rede estadual, considerada a maior do mundo.

Outro papel importante é o de difundir informações e atualidades científicas, voltadas ao aperfeiçoamento de qualidade dos serviços e produtos oferecidos. Além de divulgar as diretrizes estabelecidas pela Comissão  Estadual de Bancos de Leite Humano.

Uma forma de ser mãe

Amora  nasceu no sexto mês de gestação com 760 gramas. Morou no berçário por mais de três meses. Nos primeiros dias, precisou de leite materno doado. A história dela é semelhante a de outros bebês prematuros que nos seus primeiros meses vivem graças às ações de mães que doam o leite ao Banco de Leite.

Hoje, Agda Dias já amenta a pequena Amora. Aos sete meses, a garotinha pesa mais de quatro quilos, cinco vezes mais do que tinha ao nascer. A mãe, agradecida, passou a ser doadora de leite. “É o mínimo que poderia fazer. É muito gratificante saber que ajudo outros prematuros”.

Agda ordenhava 240 ml por dia e sua filha consumia 24 ml. A diferença tinha destino certo e, ao mesmo tempo, preenchia o vazio que sentia. “Enxerguei na ordenha uma forma de ser mãe. Fiquei o primeiro mês sem pegar minha filha. Só consegui abraçá-la pela primeira vez quando ela completou um mês de vida”. Amora já deixou o hospital, mas ainda precisa de acompanhamento e a mãe continua doando leite.

A equipe que ajuda a mudar o futuro dos récem-nacidos é formada por: Larissa Alves, coordenadora, pelas enfermeiras Luzia Thomazo, Terezinha Sakay, Geny Nantes, pelas auxiliares de enfermagem Alice Mosna, Vera Reis, Laudiceia Santos, Priscila Matos, Iraides Neri, pelos técnicos de laboratório Anderson Araújo e Adriana Targa, pelos escriturárias Léa Arduíne, Líbia Oliveira, pelas Auxiliares de Material Diana Poletti, Giovana Hernandes e Daiane Michelle, e pelas auxiliares de serviço Maria Helena Moura e Ana Maria.

Por mês, cerca de  162 litros de leite humano são distribuídos após serem devidamente pasteurizados e aprovados por análises físico-químicas e microbiológicas. Isso possibilita o atendimento a  30 a 40 bebês por dia.

Uma média mensal de 384 mães recebem atendimento profissional. O BLH realiza 110 visitas domiciliares por mês.

Referência: Assessoria de Imprensa HCFM

 

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