Avanços na compreensão genética do câncer

geneÚltimos resultados publicados por pesquisadores do The Cancer Genome Atlas(TCGA), dos EUA, considerado o “Atlas do Genoma do Câncer”, desvendam segredos genéticos que devem ajudar no desenvolvimento de novos alvos terapêuticos e marcadores diagnósticos, além de permitir a personalização do tratamento de um tipo de câncer letal, o glioblastoma multiforme (GBM).

Um dos integrantes desse grupo de pesquisadores é o professor Houtan Noushmehr, do Departamento de Genética da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Ele iniciou seus trabalhos no TGCA durante sua formação na Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles (EUA). Nessa época, foi o responsável direto por importantes achados dessa pesquisa.

O grupo, que tem a colaboração de mais de 150 pesquisadores, coletou e analisou os primeiros dados moleculares em larga escala, gerados por múltiplas plataformas, de um grupo de pacientes com um tipo agressivo de câncer no cérebro, conhecido como glioblastoma multiforme (GBM). Foram analisados 543 pacientes de diversos países, sendo a maioria dos EUA, Europa e Canadá.

Publicações internacionais As descobertas iniciais foram publicadas em uma edição da revista Nature, em 2008. Posteriormente, o grupo publicou outros dois importantes achados a respeito deste tipo de câncer (Verhaak et al. 2010 e Noushmehr et al. 2010),  estratificando o  GBM em 4-5 grupos distintos, com base em seu transcriptoma e perfil epigenético.

Neste mês de outubro, outro artigo trazendo um novo desdobramento desta pesquisa foi publicado pelo grupo na revista Cell (Volume 155 Issue 2 462-477). Trata-se de uma expansão da pesquisa, em que Houtan, juntamente com os membros da TCGA, utilizou tecnologias de sequenciamento em larga escala para avançar na compreensão do epigenoma de mais de 500 tumores do tipo GBM.

O resultado forneceu uma rica base de dados e uma análise aprofundada, que identificou um subtipo significativamente diferente do GBM, o chamado G-CIMP, presente em cerca de 8% dos pacientes, representando 42 pacientes neste estudo. Descobriu-se, ainda, que os doentes com este subtipo de tumor são mais jovens no momento do diagnóstico e apresentam maior sobrevida em comparação com aqueles que possuem outros tipos de GBMs.

A descoberta vai ajudar no desenvolvimento de novos alvos terapêuticos e marcadores diagnósticos, além de permitir a personalização do tratamento. Abordagens como a utilizada pelo grupo do Professor Houtan favorecem a integração de dados de pesquisa, contribuindo para a compreensão molecular deste câncer letal.

Os resultados encontrados pelo TCGA estão disponíveis para consulta em um banco de dados no site do National Institutes of Health (NIH), EUA. Outras informações sobre o trabalho do professor Houtan podem ser obtidas na página do laboratório de bioinformática ou de seu laboratório na FMRP.

Mais informações (16) 2101-9603

Referência: Agência USP de Notícias – Por: Tauana Boemer e Marcela Baggini, da Assessoria de Imprensa do Campus de Ribeirão Preto – Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A reportagem referente ao assunto veiculada no Jornal da EPTV está disponível nesta Edição, em “VÍDEOS EM DESTAQUE”. Acesse-o clicando AQUI.

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