Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto presta assistência multidisciplinar à gestante com Diabetes Mellitus: o trabalho em equipe fazendo a diferença!

G.O.A gestação pode envolver doenças tanto pré-existentes a esse período, quanto que se desenvolvem durante o período gestacional, as quais acarretam maiores riscos de evolução desfavorável. Dentre as doenças obstétricas, os distúrbios do metabolismo da glicose constituem a alteração metabólica mais comum na gestação. A hiperglicemia consequente à deficiência insulínica caracteriza o Diabetes Mellitus (DM), distúrbio endócrino que pode ser decorrente de produção pancreática reduzida de insulina ou de resistência à sua ação nos diversos órgãos e tecidos do corpo humano.  As principais complicações clínicas maternas decorrentes de DM são: hipoglicemia, piora de alterações da retina e renais pré-existentes, cetoacidose diabética, infecção urinária recorrente, trabalho de parto pré-termo e polidrâmnio (aumento excessivo do líquido amniótico). O DM também pode aumentar o risco de elevação da pressão arterial, traumatismos no parto e necessidade de resolução da gestação por cesárea. Hipoglicemia, icterícia, desconforto respiratório, aumento das células vermelhas do sangue são possíveis complicações neonatais associadas a DM.

O Ambulatório de Endocrinologia Obstétrica (AENDOB) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCFMRP–USP), sob a coordenação da Profa Dra Elaine Christine Dantas Moisés do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, oferece assistência às gestantes com diagnóstico de DM, através de uma equipe multidisciplinar composta por médicos obstetras, endocrinologistas, ultrassonografistas, alunos da graduação em medicina, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogas e equipe de enfermagem.

O AENDOB conta com atuação de equipe médica especializada em atendimento de gestação de alto risco e medicina fetal que trabalha em parceria com a equipe de endocrinologistas, com objetivo primordial de controle adequado das alterações glicêmicas e de suas repercussões maternas e fetais, contribuindo significativamente para a melhoria do prognóstico gestacional destas mulheres.

A gestação e o nascimento de um filho é uma experiência única e merece um olhar especial da equipe que a acompanha em seu pré-natal. Pensando nisso, o Grupo de Endocrinologia Obstétrica (GENDOB), foi criado para acolhimento e orientação às gestantes com diagnóstico de DM que recebem seguimento de pré-natal no AENDOB, desenvolvendo encontros semanais com um enfoque educativo e de troca de experiências. A equipe atua empenhada em proporcionar às gestantes ações de humanização da assistência que visam criar um ambiente receptível e agradável que minimize o estresse e tensão do ambiente hospitalar. Todas as gestantes com atendimento no ambulatório são convidadas a participar das reuniões, nas quais são trabalhadas tanto demandas trazidas pelas gestantes, como também propostas de atividades de esclarecimento sobre o tema central DM e Gravidez, buscando assim facilitar a compreensão da doença, sua relação com a gestação e favorecer comportamentos de adesão.

O grupo oferece oportunidade para que a equipe de nutricionistas possa complementar o trabalho de atendimento individual prévio e propor um direcionamento para orientações sobre o tratamento dietético da doença, com exposição de conceitos básicos de nutrição, alimentação saudável, pirâmide dos alimentos e fracionamento alimentar. Cabe à equipe de psicologia abordar os aspectos psicossociais que podem interferir na adesão ao tratamento e pré-natal, como compreensão do diagnóstico e do tratamento proposto, orientações da equipe e aspectos emocionais, tais como estresse, ansiedade, depressão, vinculação com o feto e suporte social. Da mesma maneira, a equipe de enfermagem aborda informações sobre exames, realização de perfil glicêmico domiciliar e hospitalar, manejo da insulina, aleitamento materno e contracepção. O estafe do Serviço Social orienta quanto aos direitos sociais e previdenciários da gestante, recursos a que podem ter acesso, políticas públicas e órgãos de garantia de direitos.

A adesão é um processo dinâmico e multifatorial, que inclui responsabilização tanto por parte da equipe de saúde como do sujeito. Bons resultados, ou seja, gravidez e parto com o mínimo de intercorrências dependem da compreensão e aceitação do plano terapêutico. O Ministério da Saúde (2008) ressalta que “é no processo de escuta que os contextos individuais específicos poderão ser apropriados pela equipe, favorecendo a abordagem adequada e resolutiva”. Cabe aos profissionais de saúde informar e auxiliar a compreensão do indivíduo acerca da doença que o acomete, de seu tratamento e prognóstico, sempre considerando nível de escolaridade, condições emocionais e aspectos cognitivos. A equipe assistencial do AENDOB e do GENDOB do HCFMRP-USP prioriza essa visão holística da assistência obstétrica e busca favorecer a motivação e a disposição da pessoa em seguir as orientações propostas.

 

Equipes do AENDOB e GENDOB:

Obstetras: Profa Dra Elaine Christine Dantas Moisés, Dr Rafael Kioshi Yano, Dr Luiz Augusto Beltramin Martins, Dr Enio Luis Damaso

Endocrinologista: Dra Patrícia Moreira Gomes

Ultrassonografista: Dra Flávia Magalhães Martins Bernardo

Assistentes Sociais: Ângela Elisabeth Beolchi Gatti, Renata Cristina de Oliveira Cecílio, Aline Muller Maciel

Nutricionista: Mariana Arruda

Psicóloga: Maira Morena Borges

Enfermeira: Ana Lúcia Moreira Fernandes

Auxiliares de Enfermagem: Roselaine Aparecida Pereira Viana, Tatiane Dias de Souza de Oliveira, Juliana Angélica de Oliveira Rodrigues, Vanessa Bianca Pereira Cardoso.

 

Referência: Profa Dra Elaine Christine Dantas Moisés

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