Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte no Brasil

2015.10“É possível reduzir em até 80% os casos de AVC se controlar os principais fatores de riscos modificáveis”, afirma neurologista

Mulheres são as principais vítimas do AVC

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, a cada 5 minutos um brasileiro morre em decorrência do AVC, contabilizando mais de 100 mil mortes por ano. No mundo, o AVC causa seis milhões de mortes por ano.

Estima-se que 17 milhões de AVCs irão afetar as pessoas em todo o mundo, causando mudanças imediatas e devastadoras na vida daqueles que sofrem o acidente, e das pessoas mais próximas a eles. Mas há uma boa notícia: para o neurologista Octávio Marques Pontes Neto, do HCFMRP-USP, é possível reduzir em até 80% os casos de AVC se evitados os principais fatores de riscos modificáveis: hipertensão, colesterol, tabagismo e sedentarismo.

Além disso, o AVC já tem tratamento. Existem medicamentos que quando administrados logo após o início dos sintomas até quatro horas podem restabelecer a circulação cerebral, evitando assim sequelas e mortes. Neste momento, o desconhecimento sobre a doença no Brasil é o maior obstáculo ao seu tratamento.

Chamando atenção da população sobre o problema, a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares, a Academia Brasileira de Neurologia e a Rede Brasil AVC realizaram de 24 de outubro a 30 de novembro, a Campanha Nacional de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), com o objetivo de conscientizar a população sobre os sintomas, causas e tratamento para o AVC.

Em Ribeirão Preto, a campanha começou dia 24 de outubro, com IV Simpósio do Dia Mundial do AVC no Centro de Convenções de Ribeirão Preto e II Workshop de Capacitação em AVC do Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto (DRS XIII).

No dia 29 de outubro (Dia Mundial do AVC), uma programação especial foi realizada na Praça XV de novembro, das 8 às 17h, com orientações à população e distribuição de materiais educativos sobre os fatores de risco do AVC, prevenção, além de exposição de peças anatômicas e aferição de pressão arterial. A ação contou com o apoio dos docentes e profissionais, pesquisadores, alunos e residentes do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e do Hospital das Clínicas da FMRP-USP.

O evento foi promovido pelo Serviço de Neurologia Vascular e Emergências Neurológicas do Hospital das Clínicas do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) em parceria com a Rede Brasil AVC.

Conhecendo a doença

O AVC, popularmente conhecido como derrame cerebral é caracterizado pela perda rápida da função neurológica, decorrente do entupimento ou rompimento de vasos sanguíneos cerebrais. Os principais sintomas são: formigamento ou fraqueza em um dos lados do corpo, súbita dificuldade para falar, enxergar e andar; perda súbita do equilíbrio, súbita dor de cabeça explosiva sem causa aparente e vertigem. Procurar imediatamente um serviço médico especializado é primordial para a sobrevivência e recuperação do paciente.

Tema

Com o tema AVC: eu me importo” e o slogan “Eu sou mulher; o AVC me afeta”, a Campanha Nacional de Combate ao AVC 2015 ressalta o fato de que o AVC não discrimina sexos. As mulheres têm uma mortalidade por AVC maior do que os homens, principalmente na faixa etária após os 85 anos. Seis em cada 10 mortes por AVC ocorrem no sexo feminino.
Alguns dos principais fatores de risco para o AVC em mulheres são: hipertensão, fibrilação atrial, diabetes, enxaqueca com aura visual, depressão e obesidade. Gravidez, pré-eclâmpsia, uso de pílulas anticoncepcionais, reposição hormonal após a menopausa, alterações hormonais e diabetes gestacional, também aumentam o risco de desenvolvimento da doença. Por isso, uma em cada cinco mulheres está sob risco de AVC, ao contrário de um em cada seis homens.

 Assista a entrevista do Prof. Octavio Pontes Neto a respeito da causa, sintomas e tratamento do AVC  AQUI .

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Referência: Assessoria de Imprensa HCFMRP-USP

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